Considero importante participar do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do RN, porque a ideologia do “salve-se quem puder” atual não contribui para o bem-estar da sociedade, já que o que observamos é a produção arquitetônica e urbanística favorável a poucos, enquanto muitos cidadãos vivem mal com sua baixa escolaridade, renda e como se não bastasse, habitando casas mal dimensionadas, mal iluminadas e mal ventiladas.
Além disso, o que se observa é a formação de um “gargalo”, em que todos os profissionais disputam um pequeno nicho de mercado, que compreende as pessoas que podem contratar arquitetos. Isto perpetua o pré-conceito de que arquitetura é coisa para ricos, e os pobres que se contentem em assistir aos cenários luxuosos das novelas e sonhar.
Ora, se passarmos a enxergar as coisas de outra forma, poderemos constatar que em um estado como o Rio Grande do Norte, com cerca de 3 milhões de habitantes, e com a situação arquitetônica e urbana em que se encontra, os quase 1.200 arquitetos e urbanistas que aqui vivem têm ainda muitos serviços a prestar antes de lutarem entre si, transformarem arquitetura em commodity(produto de valor primário, onde não faz diferença comprar do produtor A ou B. Ex.: banana), ou mesmo pensar em mudar de profissão.
O “salve-se quem puder” dificulta o exame do todo e favorece ações pontuais que apesar de em alguns casos serem positivas, podem ser comparadas a células sadias junto a milhões de tumores.
Não há como se enganar, basta querer ver: vivemos
É isso mesmo, os arquitetos e urbanistas estão preparados para atender a toda a sociedade e como bons trabalhadores, serem recompensados pelo que produziram. A proposta de atuar em grupo, dentro do Sindicato é fazer com que este mecanismo funcione de forma plena, ou seja, contribuiremos para ordenar os espaços do Rio Grande do Norte justo, que oferece oportunidades a todos e que retribui de acordo com o mérito de cada um.
André Souza.
Arquiteto e Urbanista
Delegado da FNA no RN
